CARPE DIEM

Quando o relógio bate, eis o sinal:


«tempus fugit»: é qual simbologia


do «carpe diem», que a Filosofia


do epicurista Horácio, à dor e ao mal


 


propunha a busca do prazer sensual,


na calma de feliz ataraxia;


se de um lado é a vida fugidia,


não temos a temer nosso final:


 


enquanto estamos vivos não há morte


e quando esta chegar, por que temer


se não sentimos nada após morrer?!


 


Somos livres: fazemos nossa sorte;


se o acaso nos trouxer calamidade


nem por isto se perde a liberdade.


 


Tendo feito um poema para expressar a visão epicurista,
alguém poderá supor seja eu adepto desta Filosofia.
Fiz o poema com consulta ao livro de Filosofia.
 
O Epicurismo tem coisas interessantes,
todavia, não sei como pode recomendar a busca do prazer dos sentidos
e ser, ao mesmo tempo, austero.
 
A expressão «tempus fugit»,
induzida pelo Forum de novembro, equivale,
salvo melhor informação,
ao «carpe diem».  Esta foi empregada por
um dos epicuristas, Horácio,
daí a razão por que enveredei por este caminho.
 
Leio no manual: «O que dá valor
aos olhos de Epicuro,
como aos do pragmatismo moderno,
não é o ser verdadeiro,
mas o útil; por este motivo
o fim da sua filosofia é a felicidade
que ele faz consistir na calma e serenidade do espírito (ataraxia).
 
Duas coisas são sobretudo capazes de perturbar o espírito humano: uma é a crença nos deuses e nos castigo da outra vida.
 
Não creio na morte como o término da existência e, para mim,
a morte é uma passagem para outro tipo de existência,
assim como o parto é a morte para o útero
e  nascimento para a vida na terra.
 
Os deuses talvez fossem punitivos e vingativos,
mas o Deus da minha afetividade é de afetividade maior,
muito maior que a minha: misericordioso ao infinito e perdoador.
 
Reitero meus agradecimentos pela acolhida,
divulgação e crítica.
Diógenes